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C. S Lewis Movie – (com muita alegria, depois de anos procurando, apresento-vos.)

23 out

 

Ficou bem “inglês” , if you know what I mean…

Livre arbítrio x Soberania

21 jan

Certas perguntas acerca das prioridades de Jesus vêm de imediato à mente. No topo da lista, as catástrofes naturais: se Jesus tinha o poder de curar enfermidades e de ressuscitar os mortos, por que não atacar alguns macroproblemas como os terremotos e os furacões, ou talvez todo o sinistro enxame de vírus mutantes que infestam a terra?

Os filósofos e os teólogos acusam muitas das doenças remanescentes
da terra de serem conseqüências da liberdade humana, o que suscita um
conjunto todo novo de perguntas. Será que gostamos mesmo de tanta
liberdade? Temos a liberdade de prejudicar e de matar uns aos outros, de
lutar em guerras mundiais, de dilapidar nosso planeta. Somos até mesmo
livres para desafiar a Deus, para viver sem restrições, como se o outro
mundo não existisse.

“Por que simplesmente não destruir o tentador, salvando a história humana do seu tormento maligno?”

Quando torno a olhar para as três tentações, vejo que Satanás propôs
uma melhoria atraente. Tentou Jesus na parte boa do ser humano, sem o
mal: saborear o gosto do pão sem se sujeitar às regras fixas da fome e da
agricultura, enfrentar riscos sem o perigo real, desfrutar da fama e do poder
sem a perspectiva de rejeição dolorosa — em suma: usar uma coroa, mas
não uma cruz. (A tentação a que Jesus resistiu, muitos de nós, seus
discípulos, ainda a desejamos.)

Seu valor encontra-se sobretudo no contraste que formam com os evangelhos reais, que revelam um Messias que não utilizou poderes miraculosos para se beneficiar. Começando com a tentação, Jesus mostrou relutância em torcer as regras da terra.

Como teria sido fácil para Jesus transformar aquelas pedras em pães comestíveis, da mesma forma que, mais tarde, ele transformaria água em vinho numa festa de casamento! E, afinal, por que não?

As autoridades romanas distribuíam pão de graça para promover o
reinado de César, e Jesus poderia fazer o mesmo para promover o
seu […]

Em suma, Satanás estava oferecendo a Jesus a oportunidade de ser o
Messias maravilhoso de quem pensamos precisar. Certamente, reconheço
na descrição de Muggeridge o Messias que penso desejar.
Desejamos tudo menos um Messias Sofredor — e é o que Jesus
também desejava, em certo nível.

Pregado na cruz, Jesus ouviria a última tentação repetida como um
motejo. Um criminoso zombou: “Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a
nós!”. Os espectadores retomaram o grito: “Desça agora da cruz, e
creremos nele […] Livre-o agora, se de fato o ama”. Mas não houve
livramento, nem milagre, nem alívio, nem um caminho sem dor. Para Jesus
salvar os outros, bastante simples, não poderia salvar-se a si mesmo. Esse
fato ele devia conhecer quando enfrentou Satanás no deserto.

Minhas próprias tentações tendem a envolver vícios comuns como a
concupiscência e a ganância. Quando reflito nas tentações de Jesus,

entretanto, percebo que se centralizavam no seu motivo de vir à terra, seu
“estilo” de operação. Satanás estava, na realidade, balançando diante de
Jesus uma maneira rápida de realizar a sua missão. Ele poderia conquistar
as multidões criando alimento quando necessário e depois assumindo o
controle dos reinos do mundo, o tempo todo protegendo-se do perigo. “Por
que movimentar teus pés tão lentamente para o que é melhor?”

Será que Jesus não percebeu que o povo desejava mais do que tudo
adorar o que está estabelecido inquestionavelmente?

Ao resistir às tentações de Satanás de suprimir a liberdade humana,  Jesus tornou-se difícil demais de ser aceito. Sujeitou sua vantagem maior: o poder de compelir forçosamente à fé mas não o fazer. Infelizmente  a igreja reconheceu o erro e o corrigiu, e tem-se apoiado no milagre, e na autoridade desde então.

A tentação no deserto revela uma profunda diferença entre o poder
de Deus e o poder de Satanás. Satanás tem o poder de coagir, de estontear,
de forçar a obediência, de destruir. Os seres humanos aprenderam muito
desse poder, e os governos beberam fundo desse reservatório.

O poder de Satanás é externo e coercivo. O poder de Deus, em contrapartida, é interno e não é coercivo. “Não se pode escravizar o homem por meio de um milagre, e a fé necessária é gratuita, não fundamentada em milagre”. 

Tal poder pode parecer às vezes fraqueza. Em seu compromisso de transformar gentilmente de dentro para fora e em sua inexorável dependência da escolha humana, o poder de Deus parece uma espécie de abdicação.

mestre do universo se tornaria sua vítima, indefeso diante de um pelotão de soldados num jardim. Deus se fez fraco com um propósito: deixar que os seres humanos livremente escolhessem por si sós o que fazer com ele.  

Søren Kierkegaard escreveu sobre o leve toque de Deus: “A onipotência que pode colocar a sua mão fortemente sobre o mundo pode também tornar o seu toque tão leve que a criatura recebe independência”. Às vezes, concordo, desejaria que Deus usasse um toque mais pesado. Minha fé sofre com liberdade em demasia, com demasiadas tentações para descrer. Às vezes desejo que Deus me esmague, para vencer minhas dúvidas com a certeza, para me dar provas finais de sua existência e de seu interesse.

Também quero que Deus desempenhe papel mais ativo nos negócios
humanos. Se Deus tivesse apenas estendido a mão e retirado rapidamente
Saddam Hussein do trono, quantas vidas teriam sido salvas na Guerra do
Golfo? Se Deus tivesse feito o mesmo com Hitler, quantos judeus teriam
sido poupados? Por que Deus tem de “sentar sobre suas mãos”?

Quero também que Deus assuma um papel mais ativo em minha história pessoal. Quero respostas rápidas e espetaculares às minhas orações, cura para minhas enfermidades, proteção e segurança para os meus queridos. Quero um Deus sem ambigüidade, um Deus ao qual eu possa recorrer por amor de meus amigos incrédulos. Quando tenho esses pensamentos, reconheço em mim um eco tênue, abafado, do desafio que Satanás lançou a Jesus há dois mil anos. Deus resiste a essas tentações agora como Jesus resistiu àquelas na terra, estabelecendo um jeito mais lento, mais gentil.

Em vez de esmagar o poder do mal pela força divina; em vez de compelir a justiça e destruir os perversos; em vez de estabelecer a paz sobre a terra por meio de um príncipe perfeito; em vez de reunir os filhos de Jerusalém sob Suas asas, quer queiram, quer não, e salvá-los dos horrores que angustiavam.

— Ele deixa o mal operar à vontade enquanto existir —
contentou-se com os métodos lentos e desencorajadores de ajuda
essencial; tornando os homens bons; não apenas expulsando mas
controlando Satanás […]

Amar a justiça é fazê-la crescer, não é vingá-la […] Ele resistiu a
cada impulso de operar mais rapidamente para um bem interior. 

Os milagres que Satanás sugeriu, os sinais e as maravilhas que os fariseus exigiram, as provas irrefutáveis pelas quais anseio — nenhum deles ofereceria sério obstáculo a um Deus onipotente. Mais espantosa é a sua recusa de agir e de esmagar.

A terrível insistência de Deus na liberdade humana é tão absoluta que ele nos garantiu o poder de viver como se ele não existisse, de cuspir na sua face, de crucificá-lo. Tudo isso Jesus devia saber quando enfrentou a tentação no deserto, focalizando seu imenso poder na energia da restrição. Creio que Deus insiste em tal restrição porque nenhuma exibição pirotécnica de onipotência vai alcançar a reação que ele deseja. Embora o poder possa forçar a obediência, apenas o amor pode provocar a reação de amor, que é a única coisa que Deus deseja de nós, sendo a razão de nos ter criado. “Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim”.

 

O jesus que eu nunca conheci – Philip Yancey – Trechos cap 4

O jesus que eu nunca conheci

21 jan

Reconheço esse Jesus nas pinturas a óleo penduradas nas paredes de
concreto da igreja de minha infância. Contudo, quem o forjou traiu-se na
próxima frase: “Ninguém o viu sorrir”. Será que ele leu os mesmos
evangelhos que eu leio, documentos que não dizem nenhuma palavra
acerca da aparência física de Jesus, mas o descrevem realizando o seu
primeiro milagre em um casamento, dando apelidos divertidos a seus
discípulos e não sei como adquirindo a reputação de “comilão e bebedor de
vinho”? Quando pessoas piedosas criticaram seus discípulos, Jesus
respondeu: “Podem os convidados para o casamento jejuar enquanto está
com eles o noivo?”. De todas as imagens que poderia ter escolhido para si,
Jesus optou pela do noivo, cuja alegria contamina a todos os convidados do casamento.

Em contrapartida, os evangelhos apresentam um homem com tal
carisma, que o povo ficava sentado por três dias sem intervalo, sem comer,
apenas para ouvir suas palavras instigantes. Ele parece emocionado,
impulsivamente “movido pela compaixão” ou “cheio de piedade”. Os
evangelhos revelam uma cadeia das reações emotivas de Jesus: súbita
simpatia por uma pessoa leprosa, exuberância devido ao sucesso de seus
discípulos, um rasgo de raiva diante dos legalistas frios, tristeza por causa
de uma cidade não receptiva e depois aqueles gritos horríveis de angústia
no Getsêmani e na cruz. Tinha uma paciência quase inexaurível com os
indivíduos, mas não tinha paciência nenhuma com as instituições e com a
injustiça.

Ao contrário da maior parte dos homens que conheço, Jesus também
gostava de elogiar outras pessoas. Quando operava um milagre, não raro
desviava o crédito de volta para o contemplado: “A tua fé te salvou”.
Chamou Natanael “um verdadeiro israelita, em quem não há nada falso”.
De João Batista, disse que não havia nenhum homem maior nascido de
mulheres. Ao instável Pedro deu outro nome, “a rocha”. Quando uma
mulher assustada lhe ofereceu um extravagante ato de devoção, Jesus
defendeu-a contra as críticas e disse que a história de sua generosidade
seria lembrada sempre.

Jesus rapidamente estabeleceu intimidade com as pessoas que conhecia. Quer falando com uma mulher junto a um poço, quer com um líder religioso no jardim, quer com um pescador no lago, chegava imediatamente ao âmago da questão, e depois de rápidas palavras de conversação essas pessoas revelavam a Jesus seus segredos mais íntimos. As pessoas do seu tempo inclinavam-se a manter os rabinos e os “homens santos” a uma distância respeitosa, mas Jesus extraía delas algo mais, uma fome tão profunda que as pessoas se aglomeravam ao redor .

Ele foi a festas de casamento que duravam dias.
Deixava-se distrair por qualquer “joão-ninguém” que encontrasse, quer
uma mulher com hemorragia que timidamente lhe tocou o manto, quer um
mendigo cego que se tornou maçante. Dois de seus mais impressionantes
milagres (a ressurreição de Lázaro e a da filha de Jairo) aconteceram
porque ele chegou tarde demais para curar a pessoa doente.
Jesus foi “o homem dos outros”, numa excelente frase de
Bonhoeffer. Manteve-se livre — livre para os outros. Aceitava quase
qualquer convite para jantar, e por conseguinte nenhuma figura pública  tinha uma lista mais diversa de amigos, desde pessoas ricas, centuriões romanos e fariseus, até cobradores de impostos, prostitutas e vítimas da lepra. As pessoas gostavam de estar com Jesus; onde ele estava, havia alegria.

Por um lado, curava em reação espontânea à necessidade
humana: via uma pessoa sofrendo diante dele, sentia compaixão e a curava.
Nenhuma vez se esquivou de um pedido direto de ajuda. Por outro lado,
certamente não fazia propaganda de seus poderes. Condenou a “geração
má e adúltera” que vociferava pedindo sinais e, exatamente como fez no
deserto, resistiu a todas as tentações de dar espetáculos. Marcos registra
sete ocasiões isoladas em que Jesus instruiu uma pessoa que havia curado:
“Não conte a ninguém!”. Em regiões em que as pessoas não tinham fé, não
realizou milagres.

Certamente seu estilo tem pouco que ver com o dos modernos evangelistas de multidões, com suas tendas e estádios, suas equipes de reconhecimento, cartazes e campanhas de mala direta, suas apresentações realizadas eletronicamente. Seus pequenos bandos de seguidores, sem ter base permanente de operações, vagueavam de cidade em cidade sem uma estratégia muito discernível.

O grupo que Jesus liderava funcionava sem escritórios nem qualquer outra propriedade, e aparentemente sem diretoria, salvo um tesoureiro (Judas).

Financeiramente, parece, mal tinham o que comer. A fim de arranjar
dinheiro para pagar os impostos, Jesus enviou Pedro a pescar. Tomou
emprestada uma moeda para ressaltar uma verdade acerca de César e teve
de pedir emprestada uma jumenta na única vez em que optou por não
viajar a pé. Quando seus discípulos caminhavam pelos campos, colhiam
espigas dos grãos plantados para comer as sementes cruas, aproveitando-se
das leis mosaicas que levavam em consideração os pobres. Quando Jesus
se encontrava com pessoas influentes como Nicodemos ou o jovem
advogado rico, parece que nunca lhe ocorria que uma pessoa com dinheiro
e com influência pudesse ser de utilidade no futuro. Como Jesus se
sustentava? No Oriente Médio daquele tempo, os mestres viviam de ofertas
dos ouvintes gratos. Lucas frisa que certas mulheres curadas por Jesus —
mesmo a esposa do ministro das finanças de Herodes! — ajudavam a
prover-lhe o sustento

 

Philip Yancey –  trechos do cap 5

6 nov

“Se eu a coloco abaixo de todos os livros, ela é a que mantém todos eles. Se eu a coloco no meio dos outros livros, ela é o coração desses livros, e se eu a coloco em cima dos outros livros, ela é a cabeça e autoridade de todos os livros em minha biblioteca”

AD

6 nov

Há dois tipos de pessoas: as que,em submissão e amor, dizem a Deus “Seja feita a Tua vontade“, e aquelas a quem o próprio Deus diz: “seja feita a sua vontade“.

Jack – em  “O grande abismo.”

16 jul

“A coisa mais profunda em alguns homens é o sono”

Sacha Guitry

The amazing spider man (Resenha)

16 jul

Tá que eu esperava uma desgraça maior…desde 2004 tiveram para sentar e traçar um BOM roteiro de qual parte da história do the amazing iriam seguir pra que toda ela se casasse e ficasse coesa, mas nãooooo façamos tudo a toque de caixa!!É claro que Stan lee aprovou porque né $$$ mas com certeza houveram ressalvas que eles decidiram ignorar.

A princípio me senti em  1990 assistindo malhação com aqueles atores diretamente surgidos da oficina de teatro, depois o ator tomou tento e entrou no personagem, até demais….um Peter Parker descolado…nada tímido e introspectivo como sempre foi a mais de 60 anos…mas porque não??Uma nova era de filmes de Comic books….ignorando a dica eterna pra qualquer retardado que vai fazer um filme tendo hq como roteiro: Nunca mexa na roupa e nem na personalidade do herói!!!Mas tudo bem…essa até poderia ter passado não fosse os outros tantos furos.

Foi legal colocarem a Gwen e o Lagarto…mas matarem o pai dela antes dele se tornar amigo do Peter e inventar aquela promessa estúpida antes de morrer não….colocar a Gwen sem ser amiga do Harry Osborn ou se quer colocarem uma aparição dele é um pecado, colocar Tio Ben sem as grandes e inúmeras citações de sabedoria pior, e o que mais me insatisfez foi tirarem a parte profunda da história, a culpa que ele carrega,as responsabilidades, a dúvida de agora ser sobrehumano, o medo pela segurança e saúde da tia,a falta de grana, os conflitos pessoais, os diálogos inteligentes, criativos, e sobretudo existencialistas….carregados das longas frases de efeito que fazem até a gente mesmo refletir toda nossa vida ,péssimo também ele revelar a identidade sem ser em civil war”” esquecendo-se que os fãs sabem das coisas, e a falta de cautela dele em casa e fizeram falta também as piadinhas.

Mas enfim, sobrou liberdade criativa né mas apesar de todas as liberdades tomadas o senhor Marc Webb(que  pra mim era mais produtor musical que diretor de qualquer outra coisa ,que agora estou fussando-o no google sem encontrar muito)  foi bastante competente em tentar manter a origem e essência de um personagem tão categórico (gastando tudo hein? espero ser lida pelos hq-mâniacos e convidada e participar das resenhas do site) e com diversos críticos espalhados mundo afora…  

Apesar de ter metido a ripa eu gostei, esperava um homem aranha inserido no quarteto fantastico como em tantas revistas ou nos vingadores justamente por sair meses antes do filme,oque seria muitooo menos arriscado e um retorno de muito cash $$$ na certa mas ele quis pegar do começo… foi corajoso o rapaz, tirou Tobey maguire e Sam Raimi numa tacada só e com qualidade… a gente reclama porque tem que reclamar mesmo…vem de dentro… mas eu veria de novo, de novo, e de novo,e ele chegando na saraiva.com a gente vai comprar.

😉

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