Tag Archives: Enfermagem

Down

21 mar

“Se eu puder te ver, tudo vai ficar bem. Se eu puder te ver, as trevas irão se tornar luz.

E eu andarei sobre as águas. E você irá me segurar se eu cair!”

 

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;)

21 nov

Eu ontem no estágio:

Eu hoje no estágio:

Eu amanha: 😉

Das coisas que a gente só pensa e nunca diz!

6 jun

A crise do 7º período

15 maio

“Now that I have seen…I’m responsible!!! Faith without deeds is dead.”

Sinceramente?

Tenho ido a estágio para cumprir hora!!!

Pra conseguir diploma e nada mais…porque sinceramente não acredito mais que faça real diferença.

“Ah porque as técnicas, as técnicas, os procedimentos , as técnicas dos procedimentos.”

Ah faça me o favor, todo mundo sabe que o enfermeiro forma sem nenhuma técnica e cai de paraquedas no mercado… e com muito pouca teoria sobrando depois dos agora 5 anos massantes de conhecimento induzido.Todo mundo sabe que a maioria dos procedimentos ficam com o técnico!!!Todo mundo sabe que é na hora do batente que você pega o que é preciso pegar e relembra da faculdade o que precisa lembrar e que é uma área que vc vai ter que estudar sempre…pro resto de sua vida e depois vai a luta pra especializar pra ter algum reconhecimento no que escolheu fazer.

Eu sinceramente ando apenas com o sentido no Pará , porque é assim que ando me satisfazendo profissionalmente e como cristã…engraçado ter que embrenhar pro meio do mato pra conseguir isso…. então até lá é cumprir obrigações e sorrir amarelo enquanto preceptores do campo tentam desnecessáriamente nos inspirar e professores  agora decidem fingir que são seres humanos!!!

#faltam2meses – Asas de socorro ano 2!!!

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I ♥ geriatria

1 maio

I ♥  geriatria

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O lugar de Deus na saúde e na doença

11 abr

– Todos perdem quando a religiosidade dos pacientes é ignorada –

Apenas 1% dos brasileiros não acredita em Deus. Foi o que revelou o Datafolha em 2007, numa ampla pesquisa usada até hoje como indicador da fé, uma das características mais marcantes da nossa população. O que acontece com a religiosidade dos outros 99% quando precisam de um hospital? É ignorada placidamente.

Com raríssimas exceções, os profissionais de saúde não levam em consideração o papel das crenças na vida dos pacientes. Deveriam. É no hospital, mais que em qualquer outro lugar, que o doente entra em contato com sua fragilidade e busca apoio na fé. A religiosidade e a espiritualidade não são dados irrelevantes para a recuperação e para o bem-estar do paciente – mesmo quando a recuperação não é possível.

Tão importante quanto saber se o sujeito tem diabetes, hipertensão ou o vírus HIV é reservar um momento para levantar informações sobre sua espiritualidade. Com o objetivo de entender a participação dessas crenças na saúde e na doença. Sem julgar ou tentar modificar a existência ou a falta delas.

Isso raramente é feito no Brasil, mas há um movimento entre os profissionais de saúde (crescente, mas ainda pouco conhecido) que defende a inclusão no prontuário médico da história espiritual do paciente. Dessa forma, ela seria levada a sério e ficaria documentada – de uma forma acessível a qualquer profissional do hospital que tivesse contato com o doente.

A maioria dos pacientes deseja receber mais apoio espiritual durante o tratamento. É o que alguns estudos começam a demonstrar. Durante seu mestrado, a enfermeira oncológica Carolina da Cunha Fernandes decidiu investigar a visão dos pacientes do Hospital A. C. Camargo, em São Paulo.

Foram entrevistados 75 homens entre 48 e 79 anos com diagnóstico de câncer de próstata. E 75 mulheres entre 31 e 83 anos em tratamento de câncer de mama. Outras 150 pessoas compuseram o grupo controle. Eram cidadãos que participavam de atividades do hospital mas não tinham a doença.

Os resultados dão a dimensão do problema. A maioria (97% dos homens e 86% das mulheres) não haviam conversado sobre suas crenças religiosas ou espirituais com algum profissional da saúde. A maioria gostaria que esse momento tivesse existido (57% dos homens e 53% das mulheres).

Ainda mais interessante: 61% das mulheres e 60% dos homens afirmaram que poderiam ter se sentido melhor ou mais dispostos para o tratamento se tivessem recebido cuidado religioso ou espiritual dos profissionais de saúde.

Esses dados despertam várias reflexões: médicos, enfermeiros e demais trabalhadores dos hospitais deveriam assumir mais essa responsabilidade? Eles vivem assoberbados. São muitos os pacientes a atender, muitos os protocolos e os processos a cumprir, muita papelada a preencher, quase nenhum tempo para olhar nos olhos e conversar.

Outra questão é saber de que forma os médicos poderiam dar conta dessa demanda por cuidado religioso. Médico é médico. Não é líder religioso. A solução parece estar no bom senso. Em primeiro lugar é preciso diferenciar religiosidade e espiritualidade. A religiosidade tem relação com um conjunto de crenças bem estabelecidas e compartilhada com um grupo. A espiritualidade é particular e subjetiva. É, por exemplo, a busca por um sentido na vida.

A espiritualidade vai além da religião. No fim da vida, um ateu também tem suas necessidades espirituais. Pode questionar suas ações, seu legado para a humanidade, seu papel nesse mundo. O médico que é capaz de percebê-las e respeitá-las é mais que um profissional. É gente de primeira grandeza.

Neste aspecto da vida, os profissionais da saúde podem fazer muito pelo paciente. Podem, por exemplo, liberar a entrada de um grupo de orações ou avisar um líder religioso que o paciente gostaria de vê-lo. “É preciso agir com flexibilidade”, diz Carolina.

Há ações muito singelas, mas nem por isso menos importantes. “Certa vez uma paciente perguntou se podia colocar água benta nas mãos da enfermeira que ia instalar a bolsa da quimioterapia”, diz Carolina. Outra paciente faz questão de colar um santinho na bolsa de quimioterapia antes da infusão. “Respeitar as crenças e os hábitos pode fazer uma diferença muito grande. Não temos o direito de tirar a esperança de ninguém.”

As razões humanitárias já seriam suficientes para justificar a adoção de ações simples como essas. Mas há outras, de ordem fisiológica. Vários estudos tem demonstrado como algumas práticas religiosas atuam no cérebro e repercutem sobre os hormônios, sobre o sistema cardiovascular e sobre o sistema imune (o que é extremamente importante para quem enfrenta um câncer).

Pessoas que oram ou praticam meditação parecem lidar melhor com o stress. Os níveis de cortisol (o hormônio do stress) diminuem. Assim como a pressão arterial e a frequência cardíaca.

Outras pesquisas demonstram que participar de um grupo religioso – seja ele católico, budista, judeu, evangélico, umbandista ou qualquer outro – traz benefícios por aumentar o suporte social ao indivíduo. O apoio social é extremamente valioso não apenas para os doentes. É um ingrediente fundamental para a sobrevivência e a longevidade.

Com pequenos gestos, médicos, enfermeiros e toda a constelação de profissionais que fazem um hospital funcionar podem garantir dias melhores aos doentes que têm necessidades religiosas. Devem trabalhar para isso, de coração aberto, mas sem desprezar ou incomodar os que não têm fé.

Eles são apenas 1%, mas existem. Merecem tanto respeito quanto os que creem.

CRISTIANE SEGATTO

Usamos apenas 10% de nosso cérebro ?

12 nov

Quatro falácias e mitos sobre o funcionamento do cérebro humano.

O cérebro humano é um dos organismos mais complexos do universo e apesar dos esforços dos cientistas, a massa cinzenta que habita nossas cabeças ainda guarda muitos mistérios.

Nos parágrafos a seguir, especialistas ouvidos pela BBC tentam, porém, romper com alguns mitos e inverdades a respeito do cérebro humano e do seu funcionamento.

‘”Usamos apenas 10% de nosso cérebro'”

Foi na década de 1970, quando estava na escola, que ouvi dizer, pela primeira vez, que nós usamos apenas 10% dos nossos cérebros.’Que incrível’, pensei. ‘Talvez haja uma maneira de conseguir acessar aqueles 90% de capacidade cerebral não utilizada. E o que não poderia ser feito com toda a minha massa cinzenta em ação?’

A ideia é absurda. Hoje, avanços em técnicas de mapeamento da atividade cerebral podem provar isso.

‘(Exames) funcionais de imagem demonstraram que há poucas partes do cérebro que não podem ser ativadas por algo’, disse a professora Sophie Scott, do Institute of Cognitive Science do University College, London.

Mesmo fazendo algo simples, como fechando nossas mãos, usamos muito mais do que 10% do cérebro. Um exame funcional revela que vastas quantidades de células do cérebro entram em ação enquanto planejam e iniciam a contração dos músculos nos dedos e na palma.

“O cérebro tem um lado ‘lógico’ e um lado ‘criativo”

Anatomicamente, o cérebro está dividido em duas metades – o hemisfério esquerdo e o direito. Existe uma certa divisão de trabalho entre elas.

‘Existem grandes diferenças entre os lados esquerdo e direito do cérebro’, diz Scott.

‘Mas não é o que as pessoas querem dizer quando usam esses termos no discurso comum’.

Lendo livros de auto-ajuda e cursos de administração de empresas, você fica com uma noção de que os dois hemisférios são entidades separadas.

O esquerdo tende a ser mostrado como a morada da lógica e da racionalidade. O direito tende a ser descrito como a fonte da intuição e da criatividade. Portanto, se você é uma pessoa lógica, usa mais o lado esquerdo. Se você é do tipo sensível e artístico, usa mais o lado direito.

De acordo com o mito, todos nós seríamos mais bem sucedidos e realizados se aprendêssemos a explorar o potencial total de ambos os hemisférios.

Scott diz que há diferenças na forma como indivíduos lidam com problemas e refletem sobre o mundo, mas isso não tem nada a ver com as diferentes relações de poder entre os dois hemisférios de seu cérebro.

Algumas pessoas têm ótima capacidade de imaginação visual. Algumas têm boa imaginação auditiva. Existem muitas variações na forma como recebemos informações e as processamos.

‘Mas reduzir isso a cérebro esquerdo ‘lógico’ e cérebro direito ‘criativo’ não reflete o que vemos no funcionamento do cérebro. Além disso, isso sugere que você poderia estar usando um hemisfério mais do que o outro e não é assim que funciona’.

Os dois hemisférios se comunicam e trabalham juntos por meio de uma rede complexa de cabos fibrosos conhecida como o corpo caloso, ela explica. Eles são complementares e trabalham juntos.

Outra falácia absurda ….  ‘Lua cheia influi comportamento!!’

Segundo a crença popular, a lua cheia está associada à insanidade – daí viria a palavra lunático.Entretanto, quando psicólogos e estatísticos estudaram o assunto, não conseguiram a influência da Lua sobre o cérebro humano e o comportamento.

Ou seja, não existe evidência de que haja uma relação entre a ocorrência da lua cheia e acontecimentos como assaltos, prisões, suicídios, chamadas para números de emergência, internações psiquiátricas, envenenamentos e acidentes de automóvel.

Eric Chudler, responsável por vários estudos sobre o assunto, disse: ‘A maioria das informações – e houve muitos estudos – indica que não existe uma associação entre a fase da Lua e quaisquer desses comportamentos anormais’.

Muitos dos que acreditam no mito da lua cheia são policiais ou profissionais de saúde, profissionais que frequentemente presenciam acontecimentos perturbadores.

Chudler sugere que quando esses eventos traumáticos ocorrem, pessoas nessas profissões estão mais inclinadas a notar lua cheia brilhando no céu do que as mais modestas luas crescentes ou meias luas.

Como resultado, eles apenas fazem associações entre fase da Lua e incidentes anômalos quando a Lua está em sua fase mais óbvia e simbolicamente significativa.

E vamos a outra :  ‘”Ouvir Mozart torna você mais inteligente”

O compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart é central a uma teoria que floresceu na década de 1990 e que levou muitos a acreditar que tocar peças do músico para crianças melhoraria o desenvolvimento de seus cérebros, tornando-as mais inteligentes.

Muitas vezes, mitos são criados com base em fatos reais. Este em particular teve origem em um estudo publicado pela revista científica Nature em 1993.A pesquisa descreveu um experimento no qual estudantes de uma universidade na Califórnia realizaram uma série de tarefas.

Os voluntários que ouviram uma peça de Mozart antes de fazer os testes se saíram um pouco melhor do que os que ouviram músicas para relaxamento ou não ouviram nada.

O efeito positivo da sonata de Mozart sobre o desempenho dos estudantes desapareceu após cerca de 15 minutos.

Dois anos mais tarde, a mídia havia transformado as observações do estudo em uma teoria segundo a qual tocar Mozart para crianças jovens melhorava sua inteligência.

Empresas começaram a vender CDs do gênio austríaco a famílias com crianças. Em 1998, nos Estados Unidos, o Estado da Geórgia distribuiu CDs de Mozart para mães com bebês recém-nascidos.

Alguns criaram teorias de que as estruturas musicais das composições de Mozart exerciam uma influência biológica sobre as conexões nervosas do cérebro.

Em estudos posteriores, a verdade acabou se mostrando bem mais prosaica:

Especialistas concluíram que qualquer música estimulante tocada antes de uma série de exercícios mentais torna você mais alerta e entusiasmado, então seu desempenho melhora.

Fonte: BBC Brasil – Todos os direitos reservados.

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