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13 jun
Poucas coisas são tão benéficas na vida cristã como um agradável senso de humor, e poucas são tão mortais como um senso de humor descontrolado” (A. W. Tozer)
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Livre arbítrio x Soberania

21 jan

Certas perguntas acerca das prioridades de Jesus vêm de imediato à mente. No topo da lista, as catástrofes naturais: se Jesus tinha o poder de curar enfermidades e de ressuscitar os mortos, por que não atacar alguns macroproblemas como os terremotos e os furacões, ou talvez todo o sinistro enxame de vírus mutantes que infestam a terra?

Os filósofos e os teólogos acusam muitas das doenças remanescentes
da terra de serem conseqüências da liberdade humana, o que suscita um
conjunto todo novo de perguntas. Será que gostamos mesmo de tanta
liberdade? Temos a liberdade de prejudicar e de matar uns aos outros, de
lutar em guerras mundiais, de dilapidar nosso planeta. Somos até mesmo
livres para desafiar a Deus, para viver sem restrições, como se o outro
mundo não existisse.

“Por que simplesmente não destruir o tentador, salvando a história humana do seu tormento maligno?”

Quando torno a olhar para as três tentações, vejo que Satanás propôs
uma melhoria atraente. Tentou Jesus na parte boa do ser humano, sem o
mal: saborear o gosto do pão sem se sujeitar às regras fixas da fome e da
agricultura, enfrentar riscos sem o perigo real, desfrutar da fama e do poder
sem a perspectiva de rejeição dolorosa — em suma: usar uma coroa, mas
não uma cruz. (A tentação a que Jesus resistiu, muitos de nós, seus
discípulos, ainda a desejamos.)

Seu valor encontra-se sobretudo no contraste que formam com os evangelhos reais, que revelam um Messias que não utilizou poderes miraculosos para se beneficiar. Começando com a tentação, Jesus mostrou relutância em torcer as regras da terra.

Como teria sido fácil para Jesus transformar aquelas pedras em pães comestíveis, da mesma forma que, mais tarde, ele transformaria água em vinho numa festa de casamento! E, afinal, por que não?

As autoridades romanas distribuíam pão de graça para promover o
reinado de César, e Jesus poderia fazer o mesmo para promover o
seu […]

Em suma, Satanás estava oferecendo a Jesus a oportunidade de ser o
Messias maravilhoso de quem pensamos precisar. Certamente, reconheço
na descrição de Muggeridge o Messias que penso desejar.
Desejamos tudo menos um Messias Sofredor — e é o que Jesus
também desejava, em certo nível.

Pregado na cruz, Jesus ouviria a última tentação repetida como um
motejo. Um criminoso zombou: “Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a
nós!”. Os espectadores retomaram o grito: “Desça agora da cruz, e
creremos nele […] Livre-o agora, se de fato o ama”. Mas não houve
livramento, nem milagre, nem alívio, nem um caminho sem dor. Para Jesus
salvar os outros, bastante simples, não poderia salvar-se a si mesmo. Esse
fato ele devia conhecer quando enfrentou Satanás no deserto.

Minhas próprias tentações tendem a envolver vícios comuns como a
concupiscência e a ganância. Quando reflito nas tentações de Jesus,

entretanto, percebo que se centralizavam no seu motivo de vir à terra, seu
“estilo” de operação. Satanás estava, na realidade, balançando diante de
Jesus uma maneira rápida de realizar a sua missão. Ele poderia conquistar
as multidões criando alimento quando necessário e depois assumindo o
controle dos reinos do mundo, o tempo todo protegendo-se do perigo. “Por
que movimentar teus pés tão lentamente para o que é melhor?”

Será que Jesus não percebeu que o povo desejava mais do que tudo
adorar o que está estabelecido inquestionavelmente?

Ao resistir às tentações de Satanás de suprimir a liberdade humana,  Jesus tornou-se difícil demais de ser aceito. Sujeitou sua vantagem maior: o poder de compelir forçosamente à fé mas não o fazer. Infelizmente  a igreja reconheceu o erro e o corrigiu, e tem-se apoiado no milagre, e na autoridade desde então.

A tentação no deserto revela uma profunda diferença entre o poder
de Deus e o poder de Satanás. Satanás tem o poder de coagir, de estontear,
de forçar a obediência, de destruir. Os seres humanos aprenderam muito
desse poder, e os governos beberam fundo desse reservatório.

O poder de Satanás é externo e coercivo. O poder de Deus, em contrapartida, é interno e não é coercivo. “Não se pode escravizar o homem por meio de um milagre, e a fé necessária é gratuita, não fundamentada em milagre”. 

Tal poder pode parecer às vezes fraqueza. Em seu compromisso de transformar gentilmente de dentro para fora e em sua inexorável dependência da escolha humana, o poder de Deus parece uma espécie de abdicação.

mestre do universo se tornaria sua vítima, indefeso diante de um pelotão de soldados num jardim. Deus se fez fraco com um propósito: deixar que os seres humanos livremente escolhessem por si sós o que fazer com ele.  

Søren Kierkegaard escreveu sobre o leve toque de Deus: “A onipotência que pode colocar a sua mão fortemente sobre o mundo pode também tornar o seu toque tão leve que a criatura recebe independência”. Às vezes, concordo, desejaria que Deus usasse um toque mais pesado. Minha fé sofre com liberdade em demasia, com demasiadas tentações para descrer. Às vezes desejo que Deus me esmague, para vencer minhas dúvidas com a certeza, para me dar provas finais de sua existência e de seu interesse.

Também quero que Deus desempenhe papel mais ativo nos negócios
humanos. Se Deus tivesse apenas estendido a mão e retirado rapidamente
Saddam Hussein do trono, quantas vidas teriam sido salvas na Guerra do
Golfo? Se Deus tivesse feito o mesmo com Hitler, quantos judeus teriam
sido poupados? Por que Deus tem de “sentar sobre suas mãos”?

Quero também que Deus assuma um papel mais ativo em minha história pessoal. Quero respostas rápidas e espetaculares às minhas orações, cura para minhas enfermidades, proteção e segurança para os meus queridos. Quero um Deus sem ambigüidade, um Deus ao qual eu possa recorrer por amor de meus amigos incrédulos. Quando tenho esses pensamentos, reconheço em mim um eco tênue, abafado, do desafio que Satanás lançou a Jesus há dois mil anos. Deus resiste a essas tentações agora como Jesus resistiu àquelas na terra, estabelecendo um jeito mais lento, mais gentil.

Em vez de esmagar o poder do mal pela força divina; em vez de compelir a justiça e destruir os perversos; em vez de estabelecer a paz sobre a terra por meio de um príncipe perfeito; em vez de reunir os filhos de Jerusalém sob Suas asas, quer queiram, quer não, e salvá-los dos horrores que angustiavam.

— Ele deixa o mal operar à vontade enquanto existir —
contentou-se com os métodos lentos e desencorajadores de ajuda
essencial; tornando os homens bons; não apenas expulsando mas
controlando Satanás […]

Amar a justiça é fazê-la crescer, não é vingá-la […] Ele resistiu a
cada impulso de operar mais rapidamente para um bem interior. 

Os milagres que Satanás sugeriu, os sinais e as maravilhas que os fariseus exigiram, as provas irrefutáveis pelas quais anseio — nenhum deles ofereceria sério obstáculo a um Deus onipotente. Mais espantosa é a sua recusa de agir e de esmagar.

A terrível insistência de Deus na liberdade humana é tão absoluta que ele nos garantiu o poder de viver como se ele não existisse, de cuspir na sua face, de crucificá-lo. Tudo isso Jesus devia saber quando enfrentou a tentação no deserto, focalizando seu imenso poder na energia da restrição. Creio que Deus insiste em tal restrição porque nenhuma exibição pirotécnica de onipotência vai alcançar a reação que ele deseja. Embora o poder possa forçar a obediência, apenas o amor pode provocar a reação de amor, que é a única coisa que Deus deseja de nós, sendo a razão de nos ter criado. “Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim”.

 

O jesus que eu nunca conheci – Philip Yancey – Trechos cap 4

jesus x JESUS

25 dez

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Quem foi jesus? Um mágico, um filósofo que se casou com Maria Madalena, um político revolucionário, um galileu carismático e eloquente que desprezava a fama, a família a propriedade e outras medidas tradicionais de sucesso, um rabino, um camponês judeu cético, um essênio anti-fariseu,  um profeta escatológico, um líder alucinógeno , um hippie de Belém, como o Sr Spock de jornada das estrelas; calmo,sereno e controlado caminhando entre os seres humanos nervosos na nave espacial terra.

                                  X

Quem foi jesus? A obstinação o frustrava, a justiça própria o enfurecia , a fé simples o entusiasmava. Jesus, quando desafiado, não ofereceu provas concludentes de sua identidade. Jogou dicas aqui e ali, mas também disse, depois de recorrer às evidências: “E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar por minha causa”. Lendo suas narrativas é difícil encontrar alguém que em determinado momento não se tenha escandalizado. Ocorre-me que todas as teorias distorcidas acerca de Jesus espontaneamente geradas desde o dia de sua morte só confirmam o tremendo risco que Deus assumiu quando se estendeu sobre a mesa de dissecação — risco que parece ter aceito de bom grado. Examinem-me.Testem-me. Tirem as suas conclusões!!

Quanto mais se estuda Jesus, mais difícil se tornava classificá-lo. Ele falou pouco sobre a ocupação romana, o assunto principal das conversas de seus conterrâneos, mas pegou um chicote para expulsar do templo judeu os pequenos aproveitadores. Insistia na obediência à lei de Moisés, enquanto adquiria a reputação de transgressor da lei. Poderia ser tomado de simpatia por um estrangeiro, mas afastou o melhor amigo com a dura repreensão: “Para trás de mim, Satanás!”. Tinha opiniões inflexíveis sobre os homens ricos e as mulheres de vida fácil, mas ambos os tipos desfrutavam muito de sua companhia.Um dia os milagres pareciam fluir de Jesus; no dia seguinte seu poder ficava bloqueado pela falta de fé das pessoas. Um dia falava em pormenores sobre a segunda vinda; no outro, não sabia nem o dia e nem a hora. Fugiu de ser preso uma vez e marchou inexoravelmente rumo à prisão em outra. Falou eloqüentemente sobre a pacificação, e depois disse a seus discípulos que procurassem espadas. Suas reivindicações extravagantes colocaram-no no centro de todas as controvérsia, mas, quando fazia alguma coisa realmente miraculosa, procurava ocultá-la. Se Jesus nunca tivesse vivido, não poderíamos tê-lo inventado.

Yancey

Morte a Pedro!

7 nov

Vou aos poucos tentando parar com a louvação com Grey’s anatomy mas de tudo que assisto contínua o mais legal, ou que as citações valem a pena. Sendo assim lá vai minha farofinha que mistura seriados populares com questionamentos espirituais e filosóficos.  A imagem da personagem é só por ser uma personagem que me pasma mesmo, porque tanto através da personagem como da atriz  da pra perceber a segurança que ela tem….um ser humano seguro, uma mulher segura, uma profissional segura. Se ela interpretar  um cão manco ela me faz acreditar que é um cão manco. É claro que na vida real ela tem lá seus medos e inseguranças, ninguém é 100% seguro mas 20 % tb não é o canal.. não é o equilibrio.

Mas enfim, é essa a questão. Tô aprimorando a busca por mais segurança, e o abandono das mânias ,medos e incredulidade e sofismas… é a minha meta pro ano que vem!!  😉   Esses aprimoramentos, são digamos uma luta que a gente trava consigo mesmo…com a nossa própria natureza…coisas de desde pequenos, inerentes a nós e essas são as lutas mais dificeis que a gente pode travar. Tô cansada de ser essa que questiona tudo e é insegura em tudo. Pedro teve as batalhas dele travadas pra chegar a ser quem ele foi no fim da vida e venceu, ele venceu!! Não melhorou,nem evoluiu apenas, ele mudou! E é o que eu tô tentando fazer.

Já tô fazendo uma retrospectiva do ano… do que avancei , do que deixei pra trás e do tempo e dos anos que eu gastei sentada na pedra analizando tudo e todos, esperando a reforma protestante parte 2 chegar,do tanto de tempo que gastei com as minhas mazelasinhas, tão calejada e questionadora, com a minha teologia super reformada que só me fez parar de crescer…só crescer pros lados que ela ajudou.

Eu sou essa junto com Pedro,todo inseguro e medroso olhando ao redor e pensando nas impossibilidades, que careca de ver o sustentar e os milagres de todas as formas diversaspossíveis ,sendo um dos que, de todas as pessoas do universo andou mais próximo, conheceu mais, enchergou mais, e  ainda sim não conseguia confiar nem crêr simplesmente e mansamente.

: E respondeu-lhe Pedro, e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas. E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me! E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste? E, quando subiram para o barco, acalmou o vento.
Mateus14:28-32

 

E eu sou essa com os fariseus também:

” Jesus, penetrando-lhes os pensamentos, perguntou-lhes: “Por que pensais mal…?”
Para que saibais que o Filho do Homem tem na terra o poder de perdoar os pecados: Levanta-te – disse ele ao paralítico – toma a tua maca e volta para tua casa.”“Quem ele pensa que é, para perdoar pecados?” Mt: 5:

Talvez não no sentido do tamanho do topete de questionar quem é o senhor e descrer de tudo, mas no sentido de : “Ah mas quando você curou como que é que foi?ele pode perder a cura? ele era doente por algo que ele tinha feito?de quem era a culpa?como que foi a cura fisiologicamente falando….fale-me mais sobre isso… Mas porque curou e depois perdou os pecados? Não era a mesma coisa? Porque você simplesmente não explicava tudo pra todo mundo, tipo; olha eu vou curar ele e vou perdoar porque eu posso por causa disso, disso, e daquilo, talvez eles fossem aceitar melhor!” ……E coisas do tipo.

Só que já deu de ser essa…não vou afogar meu senso critico nem meu discernimento é logico mas disso ai, já deu!! Agora eu pretendo ir contra mim mesma até chegar ao alvo, vou tombando mas vou! Na verdade nem chegar a essa constatação de ver o que preciso pra crescer é mérito meu, foi ele quem me trouxe até aqui, em cada perrengue da vida e em tudo de dificil desse ano eu fui mudando,enxergando,catando o que tinha perdido pelo caminho,lembrando e aprendendo e aceitando coisas que eu não aceitava, pra chegar a esse ponto de ser simples pra aceitar tudo, sem ter nada que eu duvide nele. Olhando por esse angulo ,toda aflição que a gente passa e todo massacre ao longo da vida valem a pena, se for pra crescer, mas crescer limpo e leve e deixando a cabeça ser aquilo que te equilibra e te enfeita… e que caminha juntinho com seu espírito e coração, vale a pena. E  não o membro mais importante do corpo, no qual você vive a sua  nela e se julga um ser superior a todos os outros perdidos em tantas doutrinas,não o membro que voccê cisma que é ele que ejeta sangue pro corpo todo e que é nele que Deus veio habitar.

Hoje minha cabeça me enfeita e me atrapalha um pouco ainda…. Mas ainda tem 2 meses e meus dias ai pra frente pra eu bota-la no devido lugar.

“Porque tendo conhecimento de  Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças. Antes se tornaram nulos  em seus próprios raciocínios obscurecendo-se-lhes  o coração insensato. Inculcando-se por sábios tornaram-se loucos.” Rm 1:21-22

6 nov

Há dois tipos de pessoas: as que,em submissão e amor, dizem a Deus “Seja feita a Tua vontade“, e aquelas a quem o próprio Deus diz: “seja feita a sua vontade“.

Jack – em  “O grande abismo.”

O Sentido das coisas…..

16 dez

Porque se viver não é trabalhar, produzir, gerar algo, tornar-se útil, canalizar talento. Se viver não é jantar com os amigos, compartilhar o coração , intimidade. Se viver não é tomar um bom vinho, amar uma boa mulher, constituir família e povoar a terra de bons seres humanos o que é viver afinal de contas?

Seria a negação das coisas boas?

Talvez a vida seja largar tudo e fazer trabalho humanitário em algum lugar remoto, ou ser desprovido de qualquer conforto , não se dar ao luxo de diversão ou entretenimento, a vida então pode ser vender sua televisão e jogar seus filmes preferidos fora, se desfazer de sua biblioteca particular, quebrar todas as garrafas de vinho da sua adega , dar adeus aos amigos ao redor de uma mesa farta e saborosa. Dizer não para tudo . Escolher a vida asséptica.

Mas não se iluda,a felicidade não está ai também.

Se as coisas não trazem felicidade a ausência das coisas também não. A felicidade não é uma questão de coisas ou não coisas.  Vivemos coma sensação de que as coisas , pessoas e eventos são uma espécie de trampolim para uma realidade mais alegre, mais profunda. Você espera que durante um beijo em sua namorada abram-se o caminho das nuvens e você seja transportado a uma esfera que não pode ser descrita e que vai presenciar a epifania do amor em seu estado mais puro. Olhamos para as coisas , pessoas e eventos e estamos sempre esperando a mágica do trampolim metafísico.

Fazemos alguma coisa e esperamos que a gratificação venha depois mas geralmente ela não vem. Acontece conosco e aconteceu com Salomão também.

O grifo porque dele, por ele e para ele são todas as coisas nos indica um caminho aqui, ou melhor , uma atitude a ser adotada diante da vida aparentemente fútil e sem sentido.

Pense o que diferencia aqueles que se relacionam com Deus com as demais pessoas? Tenho minha opnião….. Um pode ter problemas com a gestação da esposa do filho tão desejado e perde-lo, o outro também. Um pode ter uma vida familiar muito recompensadora e gratificante, o outro também. Esforço, estudo, prosperidade e conforto, o outro também. A vida funciona assim… Não é o sucesso inabalável que diferencia uma pessoa de fé da outra pois ela também está exposta a contingências da vida.

Mas sim , é notável quando a pessoa de fé diz ou apenas pensa : “Graças te dou oh Deus , pelo pão em mima mesa” , enquanto o que não vive de fé tem que dizer que “ Conquistei esse pão “. A vida é muito diferente pra quem vive de “dadivas e percepção do divino”  e para quem vive só de esforço próprio e conquistas. A vida baseada nas nossas conquistas , no nosso suor e capacidade, na inteligência e no merecimento é uma desgraça só e custa caro… caro demais!!

E o melhor de tudo é que não vivendo dessa forma também não é preciso deixar de lado todas as coisas para me relacionar com Deus. Porque me relaciono com Deus justamente enquanto me relaciono com as coisas.

Imagine um grupo de pessoas numa montanha bem na hora de um pôr do sol espetacular em uma cena de tirar o folego e o que fazem nesse momento? Eles fecham os olhos para orar e agradecer a Deus pela dádiva desse pôr do sol maravilhoso que estão perdendo.. Não bastasse isso resolvem abaixar também a cabeça em sinal de reverência ao Deus que criou coisa tão bela.

Ora, embarque no êxtase e fique de queixo caído, quer se relacionar com Deus em todos os momentos? Dê uma bicicleta a seu filho e vá passear no parque com ele, saia com seus amigos e curta a intimidade e as risadas, saboreie a melhor pizza e o melhor vinho, leia Fernando pessoa e sinta a brisa do mar.  Se você não está se relacionando com Deus enquanto está tomando um vinho com seus amigos e brincando com seu filho não sei como vai se relacionar com Deus…. não tem outro jeito de se relacionar com  Deus, não é se desvencilhando de tudo e buscando uma santidade não bíblica que vai se relacionar com Deus . Mas aqui também não se quer dizer que não deve se mais separar aquele tempo seu para buscar entender e ouvir a Deus dentro do seu quarto se não você assim irá ruir ….  mas sim que  Deus não é o oposto das coisas… DEUS É O PLENO SENTIDO DAS COISAS… DE TODAS AS COISAS…  PORQUE ELE ESTÁ EM  TODAS AS COISAS, ELE É TODAS COISAS…   E POR ELE SÃO TODAS AS COISAS.

– O livro mais mau humorado da Bíblia – Ed René Kivitz  *c/ adaptações

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