Louvor

7 set
Mas o fato mais óbvio sobre o louvor — seja de Deus ou qualquer outra coisa — estranhamente me escapou. Eu o considerava em termos de elogio, aprovação ou honra. Nunca tinha percebido que todo gozo espontâneo transborda em louvor, a menos que, (algumas vezes ainda que) a timidez ou o medo de aborrecer os outros deliberadamente apareçam. O mundo ressoa em louvor — amantes louvam seus amados, leitores seu poeta favorito, os que caminham louvam a paisagem, torcedores louvam seus times — louvores ao clima, aos vinhos, aos pratos, aos atores, aos cavalos, às faculdades, aos países, aos personagens históricos, às crianças, às flores, às montanhas, aos selos raros, aos besouros raros, até mesmo, por vezes, aos políticos e estudiosos. Minha maior e mais básica dificuldade sobre o louvor a Deus dependia da minha negação absurda a nós, com respeito ao supremamente Valioso, do que nos deleitamos em fazer — o que de fato não podemos continuar fazendo — sobre tudo o mais que valorizamos. Imagino que tenhamos prazer em louvar o que nos agradar porque o louvor não meramente expressa mas complementa o gozo; ele é a sua consumação. Não é sem razão que os amantes continuam dizendo uns aos outros quão belos eles são; o deleite é incompleto até que seja expresso.
C. S. Lewis
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