Um ensaio sobre a insegurança

6 mar

Depois que a gente amadurece, cresce, envelhece, passa da idade fértil, que seja, a gente começa a analisar as tantas situações vulneráveis na nossa vida em que a gente optou por falar ou fazer ou estar, tudo por pura insegurança. Essa analise é feita com um pouco de embaraço e constrangimento eu acho, afinal a insegurança geralmente faz a gente não ser quem realmente somos ou não conseguir fazer o que normalmente conseguiríamos fazer.

Cada um externa um comportamento de insegurança do seu  modo.

Há aqueles que quando inseguros preferem não fazer, não  falar, não viver nem respirar. Eu me enquadro ai… tudo pelo “simples” medo de errar.

Há outros que quando se sentem inseguros perante os outros mentem sobre quem são, fazem muito se si, inventam histórias mirabolantes, aumentam os casos, inventam fãs, tudo na tentativa de mostrar que são importantes, queridos e amados.

Outros se vestem pra destacar-se do comum justamente porque se acham muito comuns.

Tem gente que dana a falar no telefone quando na presença de pessoas desconhecidas e novas em reuniões ou coisa do tipo, ao invés de enfrentarem o constrangimento inicial, fazer carão ,tentar abordar ou simplesmente servir de enfeite(que são todos mecanismos de defesa tb) optam por saírem ligando pra todos os amigos íntimos e família e gastarem assim suas horas, gritando e escandalando no telefone e mostrando pros outros que são conhecidos, importantes ou só pra contornar a timidez e gelo mesmo e ter algo melhor pra fazer do que se sentar em silêncio esperando aquilo terminar.

Outros saem transando por ai, não por terem uma líbido mais exacerbado do que a grande maioria, mas por insegurança, por se sentirem pouco, ou feios ou não queridos, seja pela criação ou grandes mágoas ou pelo circulo de relacionamentos. Então encontram uma forma qualquer que sejam de se sentirem queridos e desejados, seja como for e acabam por levar a fama de fácil ,de puto, e tantos outros rótulos que adoramos dar. Mas quem gosta de enxergar a alma nota… aquela não é uma puta, é apenas uma menina absurdamente insegura.

Pressupõe-se que a insegurança parte do momento em que nos falta a segurança de saber e sentir quem somos , o que representamos, raça, renda, classe social, aparência, profissão, família, passado. E isso por mais maduros que sejamos hora ou outra ainda vai nos faltar, segurança em todos os aspectos e áreas…  e ainda iremos nos pegar falando algo que nem acreditamos ou fazendo algo idiota porque ainda não foi criada uma maneira verdadeira e menos embaraçosa pra lidarmos com a nossa insegurança, apenas os velhos mecanismos de defesa que tanto vemos, mas que vez ou outra ainda nos surpreendem tendo a idade que tiver na arte do disfarce, acho que só quando satisfizermos todas nossas carências e necessidades mais íntimas e quando a gente aprender tudo de tudo e tudo de todos com excelência  conseguiremos não nos sentir tão frágeis, vulneráveis e inseguros.

Ou seja, pode ser que demore.

 

 

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2 Respostas to “Um ensaio sobre a insegurança”

  1. MARIA LUIZA março 7, 2011 às 2:40 am #

    Fê,
    depois que a gente entra nos enta…fica tudo mais fácil!
    Hj eu não tenho tanto medo como tinha aos vinte, nem aos trinta!
    To meio que ‘andando sem olhar pra traz’….
    Sem pensar demais, vivendo mais!!!
    To vendo o House aqui do lado…ADORO ele!!!!>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

    bjs e um feriado daqueles!!!!

  2. Guilherme julho 15, 2011 às 2:25 pm #

    Belo texto.
    Como saber se a pessoa é mesmo de determinada forma ou se é apenas insegura?

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