Sobre nabos e havaianas

30 dez
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Depois de por muito tempo escutar que ando sumida e coisas semelhantes, constatei que para algumas pessoas demora um tempo maior para se curarem de algumas feridas mais significantes, sobretudo as pessoas consideradas mais complexas ou fracas. 

Em muitas coisas percebo notável diferença no meu comportamento, desde a infância até a adolescência naturalmente abandonei muito da despreocupação e alegria de pequena e também da adolescência para a juventude, mudanças que as pequenas dores vão causando aquelas que ninguém sabe e com a graça de Deus nunca saberão, pois você as esconde tão bem que as vezes até esquece que foram com você e também aquelas expostas,que onde quer que você vá as pessoas se lembram e reabrem a caixa de pandora.

Acaba que todos esses pequenos fracassos somados tomam uma proporção tão grande e em doses tão cavalares que quando se percebe o coração fez 96 anos de idade e o silêncio é a única coisa que vem a cabeça. Não importa se nabos coloridos voam nos Estados Unidos ou se a Somália é a nova economia mundial, você precisa respirar você está machucada e está procurando se organizar e encontrar equilíbrio, se voltar para sua excepcional fé que você sabe que no fim de tudo será seu escudo, ouvir musicas novas, redescobrir amigos antigos, comer receitas diferentes, lidar bem com a solidão, mas também se desapaixonar por ela… o compromisso de cuidar do que ha. em ti, e quem sabe talvez deixar para trás todos esses anos em que seu estado de euforia, em que não se preocupa com nada, vive o momento, se satisfaz com pouco e crê cegamente precedem à tristeza, infantilidade, despaixão e breguiçe.

Enfim essa folha agitada pelo vento que se rasga ao menor sinal de problema, que arrasta havaianas todo o tempo, perde o apetite e fica de pijama o dia inteiro mendigando alguma atenção.

 

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Uma resposta to “Sobre nabos e havaianas”

  1. Nilsooon dezembro 31, 2008 às 3:21 am #

    Com o tempo, a gente vira um amontoado de cicatrizes, cheio de medos e traumas. Mas no começo a gente nao é assim: quando criança, a felicidade era plena, pq nao pensavamos em ser felizes, simplesmente eramos.
    Com o tempo nos contaminamos com a conciencia, ou com uma coisa que pensamos ser isso, e enfim acabamos dominados pelo medo.
    Medo do que os vizinhos vao dizer, do que possamos nos tornar – afinal ja “somos algo” – nao talvez nao valha a pena arriscar essa identidade. E mais, tem os vizinhos, que faço questão de mostrar que nao estou nem ai pra eles, e de tanto fazer questao disso vivo em função disso.
    Vivo com medo de ter medo. É um medo de catalizador, escolho o medo de sentir medo pra nao temer mais nada alem do meu proprio medo.
    Mas será que valhe a pena toda a vida que se perde em nome de uma segurança de identidade tão fragil?

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