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Xuxa e a doença do coração de pedra.

28 mai

Ela revelou que muitos brasileiros sofrem de um mal degenerativo e paralisante!!

De novo por CRISTIANE SEGATTO.

“A insensibilidade expressa aos borbotões nas redes sociais demonstra que só um desavisado ainda credita ao povo brasileiro qualidades gerais como caráter amigável e solidariedade. Se uma parte de nós ainda é assim, outra parte – coesa e ruidosa – é cruel, desumana, preconceituosa.

Tornou-se uma saída fácil atribuir todas as mazelas da sociedade brasileira à falta de educação. A economia melhorou, mas a sociedade só vai avançar quando o povo tiver acesso à educação. Preconceito se combate com educação. Ouvimos isso o tempo todo, não é mesmo?

Como se explica, então, que um rapaz com doutorado no Exterior se ocupe de distribuir nas redes sociais insultos contra Xuxa? Será que o problema dele é baixa instrução? Sendo ele um homem preocupado com as questões sociais, por que a denúncia de um crime cometido cotidianamente contra meninos e meninas não o sensibiliza? Se ele cultiva uma mente aberta, com neurônios capazes de juntar lé com cré, por que reage à revelação de Xuxa como o mais obtuso dos homens das cavernas?

Enxergo uma única explicação: preconceito. Contra a beleza, a riqueza e o sucesso. Se o mesmo depoimento, com as mesmas palavras, a mesma entonação, a mesma emoção saísse da boca de uma moça pobre e anônima provavelmente a reação do rapaz fosse outra.

Saudaria a coragem da vítima, ecoaria sua denúncia e culparia a hipocrisia da sociedade brasileira e a inépcia do governo. Sendo Xuxa a vítima, o que ela merece é o linchamento moral. Xuxa declarou ter sido abusada sexualmente até os 13 anos por alguns homens. Um professor, um amigo do pai, um homem que iria se casar com a avó dela.

A cada novo abuso, ela se imaginava culpada. Talvez fosse atraente demais, desejável demais, talvez merecesse demais. É exatamente essa mensagem que, agora, os linchadores fazem questão de reforçar: se foi abusada é porque mereceu!! “

6 mai

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I met my maker, I made him cry.
And on my shoulder, he asked me why.
As people won’t fly through the storm.
I said listen up man, we don’t even know you’re born.

A Parábola da Irmã Bócio

26 abr

*em edição excelentíssima esse autor no meu blog

Deus não quer que você seja pobre e Deus não quer que você fique doente. Aliás, nenhuma sentença de condenação de qualquer coisa amaldiçoada, da qual Jesus já libertou você, pode ser carregada em sua vida se você anda no Espírito.
Por quê? Porque o Espírito Santo mora em seu inte­rior para ajudar você a mortificar os feitos da carne, aliás, Ele ajudará você a mortificar tudo aquilo de que Jesus já o libertou.
O Espírito Santo foi enviado para lhe ajudar em suas fraquezas, então, Ele entra com uma linguagem sobrenatural para orar por você. A medida que você aprende como passar por cada impasse e permanece em oração, Ele o ajuda a se livrar da pobreza, das doenças e de cada cadeia carnal.
Deixe-me contar uma parábola que eu inventei para ajudar as pessoas a ver como o Espírito Santo pode lhes ajudar a conquistar a vitória através da oração em línguas. Esta parábola representa todos os que tentaram receber sua cura (ou qualquer outro milagre prometido na Palavra de Deus), mas, não conseguiram. Eu uni diferentes tipos de falhas de pessoas e as inclui todas em uma mulher chamada irmã Bócio. Se a irmã Bócio pode ser curada, você certamente pode ser curado também!
Estou sentado em meu escritório e recebo uma ligação.
“Alô, irmão Roberson?”, uma mulher pergunta.
Eu respondo, “Sim, é ele”.
“Fiquei sabendo que Deus lhe usa em curas”.
“Sim, senhora”.
“Posso ir até aí para receber uma oração?”, ela pergunta.
Eu respondo, “Claro, pode vir”.
Logo, alguém bate na porta. “Pode entrar!”, eu digo. A porta abre e eu vejo uma mulher. Oh, não! Ela tem um bócio, ou papo, de dois quilos embaixo de seu queixo. Dois quilos! Até parece que ela tem duas cabeças.
A mulher entra na sala. “Irmão Roberson”, ela diz, “Meu nome é irmã Bócio. Antes que você ore por mim, quero que saiba que os melhores ministros já oraram por mim. Só vim até aqui para ver o que você pode fazer por mim”.
Eu respondo, “Irmã Bócio, sente-se. Posso lhe ensinar um pouquinho?”. Ela concorda com a cabeça. Então, eu abro a Bíblia em Marcos 11:24 e digo, “Agora, olhe aqui, irmã Bócio. Este versículo diz, ‘Tudo o que você desejar em oração, creia que você já recebeu e então você obterá!’ Você entende o que isto diz?”.
“Sim, eu entendo”.
Eu pergunto, “Irmã Bócio, por que você veio aqui? Este versículo diz, ‘Tudo o que você deseja.’ Então, qual é o seu desejo?”.
“Bem, meu desejo é ser curada deste bócio”.
“Tudo bem”, eu digo, “Então, olhe o que este outro versículo diz: No momento em que orarmos, você precisa crer que está curada e então você será curada — seja agora, na semana que vem ou no ano que vem. Mas, você precisa crer no momento em que orarmos que você está curada — e você será curada!
“Então, irmã Bócio, quando você irá crer que já está curada?”.
Ela responde, “Quando o bócio sumir, seu tolo”.
“Mas, irmã Bócio, aqui está escrito que você precisa crer que o bócio sumiu quando você orar e então, terá isso. Você pode não ver sua resposta manifesta até o mês que vem ou o ano que vem, mas você precisa crer que recebeu a cura quando orarmos. Agora, irmã Bócio, quando você irá crer que o bócio sumiu?”.
“Você quer que eu minta e diga que ele sumiu mesmo estando aqui?”, ela pergunta.
“Não irmã Bócio! Veja este versículo de novo: ‘Tudo o que você desejar.’ Qual é o seu desejo?”.
“Ser curada do meu bócio, pastor”, ela responde.
“Bem, então, a Bíblia diz que você precisa crer no momento em que você ora. Comece a agradecer a Deus porque você foi curada há dois mil anos, através da morte e ressurreição de Jesus. Comece a agradecer a Deus porque Ele a ouviu e você será curada”.
Ela pergunta, “Você quer dizer que eu preciso crer antes de ver a minha cura?”.
“Sim, irmã Bócio. A fé é a substâncias das coisas esperadas e a evidência que você precisa para aquilo que você não vê [Hb. 11:1]. Irmã Bócio, você não está mentindo quando diz que está curada. Você está confessando o que a Palavra de Deus diz sobre o seu problema. Então, você entende?”.
Ela responde com cuidado, “Eu acho que sim”.
“Que bom, então você está pronta para a oração. Bócio morra desde a raiz em Nome de Jesus! Agora!”.
O poder de Deus toca a irmã Bócio e ela cai no poder do Espírito Santo. Depois de meia hora, ela levanta do chão. Pergunto se ela crê que está curada. Ela responde com um simples “sim”.
Eu digo, “Mas o bócio ainda está em seu pescoço”.
“Não me importo, eu concordo com que a Palavra diz. Portanto, creio que estou curada e que tenho o que digo”.
“Irmã Bócio”, eu pergunto, “E, se alguém disser, ‘Olha! O bócio ainda está aí!’ O que você dirá?”.
“Direi que eu não estou negando o fato de que o bócio ainda está em meu corpo. Mas, de acordo com a Palavra de Deus, estou negando o direito de ele ficar lá. Portanto, estou curada porque acredito na oração que fizemos e recebo a minha cura. Estou curada em Nome de Jesus e louvo a Deus por isso!”.
Eu digo, “Vá para casa, mulher, você está curada”.
Três meses depois, vejo a irmã Bócio em minha igreja, de pé na fileira de trás. Noto que seu bócio não pesa mais dois quilos — pesa três! Lembro-me das palavras de Jesus em Marcos 4:15 quando Ele diz que Satanás vem imediatamente para roubar a Palavra.
Então vou até ela e digo, “Como vai, irmã Bócio?”.
“Estou completa Nele”, ela diz amargamente. A dúvida no tom de sua voz me diz que ela ainda está olhando para as circunstâncias ao invés de olhar para a Palavra.
“Glória a Deus!”, eu digo, procurando um jeito de sair dali. “Com licença, preciso ir pregar”.
Mais três meses se passam e eu recebo uma ligação da irmã Bócio. Ela pede para vir falar comigo.
“Posso lhe fazer uma pergunta, irmão Roberson?”, ela diz ao sentar em frente de minha mesa. “Esta coisa realmente funciona para você?”.
“Oh, sim!”, eu respondo.
“Então, porque não funciona para mim? Eu fiz tudo o que você me disse para fazer”.
“Irmã Bócio, você tem confessado a Palavra?”.
“Sim, eu tenho”.
“Você tem agradecido a Deus por já ter sido curada?”.
“Sim, e o bócio ficou maior”.
“Bem, irmã Bócio, aprendi algo mais sobre a Palavra. Você faria outra coisa se eu lhe dissesse para fazer?”.
“Bem, é melhor que eu faça. O que você já disse para eu fazer não está funcionando”.
“Irmã Bócio, você acordaria uma hora mais cedo, pela manhã, para orar no Espírito Santo, antes de ir trabalhar?”.
Veja, no interior da irmã Bócio está o Espírito Santo. Ele sabe exatamente porque ela não está sendo curada e Ele quer muito orar por ela. Eu não sei qual é o problema dela, mas o Espírito Santo sabe. Ele foi enviado para ajudá-la em suas fraquezas.
Ela pergunta, “Você quer dizer que eu posso orar no Espírito Santo quando eu quiser? Minha denominação me ensinou que não posso fazer isto”.
“Irmã Bócio, isto é uma mentira. Você realmente pode”.
“O único momento que oro no Espírito Santo é quando estou em um culto e o poder de Deus se move muito fortemente. Eu choro um pouquinho e logo as línguas vêm”.
Eu pergunto, “O único momento em que você ora em línguas é quando você está chorando e tocada em suas emoções?”.
“Sim, é sim”.
“Bem, espere aqui, irmã Bócio, vou pegar um taco de baseball e bater em você, assim, você irá chorar e poderá orar no Espírito Santo!”.
“Você entendeu o que eu quis dizer”, ela diz.
“Irmã Bócio” eu explico, “Você pode orar em línguas para sua edificação pessoal a qualquer momento que queira. Deus lhe deu este dom para lhe ajudar em suas fraquezas. Então, amanhã, pela manhã, levante-se e ore desta maneira: ‘Pai, eu sei que Você não quer que este bócio fique em mim, mas, isto tem me causado problemas. Não sei como pará-lo. Preciso da ajuda do Espírito Santo!’. Então, você começa a orar em línguas — só porque você quer!”.
“Bem, acho que vou tentar”, ela diz hesitante.
Três meses se passam. Um dia vejo-a no fundo da igreja. “Irmã Bócio”, eu pergunto, “você pode notar alguma diferença em sua condição por orar em línguas?”.
“Para falar a verdade, posso”.
“O que você sente?”.
“Bem, sinto que tenho um queixo cansado, uma garganta seca e uma língua cansada!”.
“Com licença, irmã Bócio, tenho que ir pregar”.
Cinco meses se passam. Eu vou até ao fundo de minha igreja e vejo a irmã Bócio.
“Irmão Roberson, venha até aqui!”, ela diz. “Existe algo sobre orar no Espírito Santo que cause paz e descanso?”.
“Oh, sim, irmã Bócio”, eu respondo, “em Isaías 28:11 e 12 está escrito através do Profeta Isaías, ‘Este é o descanso; este é o refrigério, pois com lábios gaguejantes e com outra língua falarei a este povo”‘.
“Espere um pouco. Você quer dizer que orar em línguas faz com que o cansado descanse?”.
“Oh, sim. Quando os cuidados desta vida lhe desgastam, este é o descanso e o refrigério, pois com lábios gaguej antes e com outra língua Ele fará com que o cansado descanse enquanto você constrói uma superestrutura de Deus com a sua santíssima fé, orando no Espírito Santo”.
“Irmão Roberson, preciso confessar uma coisa”.
“Por favor, confesse, irmã Bócio”.
“Eu costumava ser cheia de medo. Meu medo era que um dia meu marido levantaria as cobertas e ao invés de me ver com um bócio de três quilos em baixo do meu queixo, ele veria apenas um bócio gigante que teria me envolvido completamente; eu apenas teria bracinhos e perninhas saindo dele. Então, ele colocaria as cobertas em cima de mim com nojo.
“Eu vivia neste medo — mas agora não temo mais! E, irmão Roberson?”.
“Sim, irmã Bócio?”.
“Estou começando a crer que estou curada. Oh, e, irmão Roberson?”.
Sim?”.
“Orar em línguas é viciante?”.
“Por que você está perguntado?”, eu indaguei.
“Porque agora também estou orando uma hora à noite”.
“Continue assim, irmã Bócio. Preciso ir agora”.
Outro mês se passou. Já havia passado mais de um ano desde que conheci a irmã Bócio. Outro dia, eu estava andando no fundo da minha igreja e novamente ela me chamou.
“Irmão Roberson, você já viu o que está escrito em Marcos 11: 23 e 24?”.
“Irmã Bócio”, eu digo, “há um ano atrás eu lhe ensinei em detalhes o que estes versículos dizem!”.
“Eu lembro que você os leu para mim, irmão Roberson, mas, por que você não me disse o que eles significavam?”.
“Mas eu disse, irmã Bócio!”.
“Não, acho que você não me disse”.
“Disse sim!”.
“Deixe-me lhe dizer uma coisa, irmão Roberson. Estou curada! Você quer saber por que estou curada? Porque eu creio que estou curada. O Espírito Santo me mostrou que estou curada! Você crê que estou curada?”.
“Sim, irmã Bócio! Sim!”.

O que aconteceu com a irmã Bócio? Seu bócio desapareceu em uma semana. Ela aprendeu por experiência os benefícios de se edificar através da oração em línguas! Ao perseverar em oração, mesmo com “o queixo cansado, a garganta seca e a língua cansada”, o Espírito Santo a ajudou em sua fraqueza para que ela superasse a doença e se edificasse em sua santíssima fé, orando no Espírito Santo!

O lugar de Deus na saúde e na doença

11 abr

- Todos perdem quando a religiosidade dos pacientes é ignorada -

Apenas 1% dos brasileiros não acredita em Deus. Foi o que revelou o Datafolha em 2007, numa ampla pesquisa usada até hoje como indicador da fé, uma das características mais marcantes da nossa população. O que acontece com a religiosidade dos outros 99% quando precisam de um hospital? É ignorada placidamente.

Com raríssimas exceções, os profissionais de saúde não levam em consideração o papel das crenças na vida dos pacientes. Deveriam. É no hospital, mais que em qualquer outro lugar, que o doente entra em contato com sua fragilidade e busca apoio na fé. A religiosidade e a espiritualidade não são dados irrelevantes para a recuperação e para o bem-estar do paciente – mesmo quando a recuperação não é possível.

Tão importante quanto saber se o sujeito tem diabetes, hipertensão ou o vírus HIV é reservar um momento para levantar informações sobre sua espiritualidade. Com o objetivo de entender a participação dessas crenças na saúde e na doença. Sem julgar ou tentar modificar a existência ou a falta delas.

Isso raramente é feito no Brasil, mas há um movimento entre os profissionais de saúde (crescente, mas ainda pouco conhecido) que defende a inclusão no prontuário médico da história espiritual do paciente. Dessa forma, ela seria levada a sério e ficaria documentada – de uma forma acessível a qualquer profissional do hospital que tivesse contato com o doente.

A maioria dos pacientes deseja receber mais apoio espiritual durante o tratamento. É o que alguns estudos começam a demonstrar. Durante seu mestrado, a enfermeira oncológica Carolina da Cunha Fernandes decidiu investigar a visão dos pacientes do Hospital A. C. Camargo, em São Paulo.

Foram entrevistados 75 homens entre 48 e 79 anos com diagnóstico de câncer de próstata. E 75 mulheres entre 31 e 83 anos em tratamento de câncer de mama. Outras 150 pessoas compuseram o grupo controle. Eram cidadãos que participavam de atividades do hospital mas não tinham a doença.

Os resultados dão a dimensão do problema. A maioria (97% dos homens e 86% das mulheres) não haviam conversado sobre suas crenças religiosas ou espirituais com algum profissional da saúde. A maioria gostaria que esse momento tivesse existido (57% dos homens e 53% das mulheres).

Ainda mais interessante: 61% das mulheres e 60% dos homens afirmaram que poderiam ter se sentido melhor ou mais dispostos para o tratamento se tivessem recebido cuidado religioso ou espiritual dos profissionais de saúde.

Esses dados despertam várias reflexões: médicos, enfermeiros e demais trabalhadores dos hospitais deveriam assumir mais essa responsabilidade? Eles vivem assoberbados. São muitos os pacientes a atender, muitos os protocolos e os processos a cumprir, muita papelada a preencher, quase nenhum tempo para olhar nos olhos e conversar.

Outra questão é saber de que forma os médicos poderiam dar conta dessa demanda por cuidado religioso. Médico é médico. Não é líder religioso. A solução parece estar no bom senso. Em primeiro lugar é preciso diferenciar religiosidade e espiritualidade. A religiosidade tem relação com um conjunto de crenças bem estabelecidas e compartilhada com um grupo. A espiritualidade é particular e subjetiva. É, por exemplo, a busca por um sentido na vida.

A espiritualidade vai além da religião. No fim da vida, um ateu também tem suas necessidades espirituais. Pode questionar suas ações, seu legado para a humanidade, seu papel nesse mundo. O médico que é capaz de percebê-las e respeitá-las é mais que um profissional. É gente de primeira grandeza.

Neste aspecto da vida, os profissionais da saúde podem fazer muito pelo paciente. Podem, por exemplo, liberar a entrada de um grupo de orações ou avisar um líder religioso que o paciente gostaria de vê-lo. “É preciso agir com flexibilidade”, diz Carolina.

Há ações muito singelas, mas nem por isso menos importantes. “Certa vez uma paciente perguntou se podia colocar água benta nas mãos da enfermeira que ia instalar a bolsa da quimioterapia”, diz Carolina. Outra paciente faz questão de colar um santinho na bolsa de quimioterapia antes da infusão. “Respeitar as crenças e os hábitos pode fazer uma diferença muito grande. Não temos o direito de tirar a esperança de ninguém.”

As razões humanitárias já seriam suficientes para justificar a adoção de ações simples como essas. Mas há outras, de ordem fisiológica. Vários estudos tem demonstrado como algumas práticas religiosas atuam no cérebro e repercutem sobre os hormônios, sobre o sistema cardiovascular e sobre o sistema imune (o que é extremamente importante para quem enfrenta um câncer).

Pessoas que oram ou praticam meditação parecem lidar melhor com o stress. Os níveis de cortisol (o hormônio do stress) diminuem. Assim como a pressão arterial e a frequência cardíaca.

Outras pesquisas demonstram que participar de um grupo religioso – seja ele católico, budista, judeu, evangélico, umbandista ou qualquer outro – traz benefícios por aumentar o suporte social ao indivíduo. O apoio social é extremamente valioso não apenas para os doentes. É um ingrediente fundamental para a sobrevivência e a longevidade.

Com pequenos gestos, médicos, enfermeiros e toda a constelação de profissionais que fazem um hospital funcionar podem garantir dias melhores aos doentes que têm necessidades religiosas. Devem trabalhar para isso, de coração aberto, mas sem desprezar ou incomodar os que não têm fé.

Eles são apenas 1%, mas existem. Merecem tanto respeito quanto os que creem.

CRISTIANE SEGATTO

Destemida.

31 dez

“Gosto de quem entende o que eu digo. De quem escuta o que eu penso.Gosto dos meus. Dos meus cds. Dos meus livros. Da minha solidão. Do meu umbigo. De unhas cor de carmim. De homem que sabe ser homem. De noites em claro e dias escuros. Nem de chuva e nem de sol. Guardo as minhas rejeições em vidrinhos rotulados com o nome delas. Eu sou mole demais por dentro pra deixar todo mundo ver, eu deixo pra quem eu acho que pode comigo. Ninguém sabe, mas eu tenho um coração de moça.

“E quando janeiro vier, de tão azul, o céu parecerá pintado. E que seja doce!”

Caio Fernando Abreu

Vazio.

29 dez

O que eu sou não convem,
as ilusoes ja estao todas perdidas,
E meu desalento não comove nem a mim mesmo.

Estou a margem do mundo dos outros
girando numa orbita tao fraca
que apesar no afeto, me faz me sentir tão só

na margem do mundo dos outros
sem ter ninguem para dividir meu próprio mundo.

vivo no vão de todas as coisas
que parecem reais, mas são só coisas
que existem só no pensamento de quem pensa.

são tão fragéis as relaçoes
o laços se desfazem tão facilmente
e fica o nó
na garganta
da saudade.

A tristeza não tem fim
Nunca.
Se espalha no vacuo deixado
por todos sentimentos que queriamos sentir
mas não sentimos.

 

 

Por Nilson Filho.

28/12/2010.

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